Estava hesitando em escrever sobre jornalismo. Mas, ele, definitivamente me persegue.
Encontro-me me uma fase importante da minha graduação, onde, finalmente, eu tenho um contato direto com o jornalismo. Denomino contato direto aquele em que temos a preocupação com o temido dead-line - "linha da morte", jargão jornalístico usado para designar a hora em que a matéria tem que ser fechada - e o compromisso com a fonte. Além, é claro, da preocupação com a ética e com o pensamento quanto a recepção do público a notícia.
Para além de uma matéria pronta, a notícia passa por diferentes processos que vão desde a apreensão por "osmose" da posição política do presidente até a identidade visual do jornal - no caso do jornalismo impresso, veículo do qual eu delimito esse "escrito". Onde quero chegar com isso? No jornalista. No repórter. Aquele que acorda de madrugada para cumprir as pautas do dia. (Que emocionante!)

No tronco do jornalismo impresso contemporâneo, vemos o crescimento intenso e gradual de um câncer. (Hiperbólico, daqui a pouco estou na
Veja!) Com objetivos consumistas, os grandes maganões do jornalismo impresso tem cortado custos e consequentemente cortado funcionários.
O repórter que anteriormente abordava a fonte e escrevia a notícia, hoje, além de acumular as atividades da quais já era incumbido, exerce o trabalho do fotógrafo, do digitador, do corretor e em alguns casos até do diagramador.
Essa profissão, que vem sendo negligenciada pela sociedade e pela nossa política imersa em um denso matagal burguês - como diria Tio Nie -, além de levar informação à sociedade, também proporciona novas experiências ao jornalista que a executa. Essa atividade ajuda a quebrar preconceitos - em alguns casos, não se alegrem! - difundidos pelos próprios profissionais. Eu, por exemplo, tive uma experiência diferente. Na verdade uma experiência que nunca pensaria que ia ter - por todo o contexto social pelo qual eu fui socializado. Fui a um terreiro de candomblé, fazer uma matéria. Tive uma sensação diferente daqui eu acharia que ia ter. Ou melhor, da que a maioria das pessoas que não conhecem e que ficam enclausuradas em seus preconceitos e suas noções estereotipadas, tem. Como falaria uma professora minha, tive uma experiência estética.
Para finalizar, "parodiando" mais uma vez meu Tio Bigodudo em declaração sobre o Velho Testamento, para ler um jornal é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária.
[Desabafei! hahahaha. Pretendo voltar a regularidade. Estou com sérios problemas com outro Titio, o Cronos!]